5 de julho de 2009

Um novo Blog e mais idéias




Sempre tem uma idéia saltitando dentro dessa minha mente, aliás na de todos nós, não é mesmo?


E dessa vez resolvi colocar em prática uma coisa meio doida, super mega - híper , coruja!

Criar um Blog para minha sobrinha, sobre ela e para ela!


Apresento a todos e convido a visitar o meu mais novo Blog o : "Garotinha da Titia"




Só pra falar da sobrinha querida e tietar sem medo de ser uma tia coruja feliz! Visitem quando puderem e quiserem, é claro!


Beijos


Daniela

Pra Refletir

"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..."


Frase da semana

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

19 de junho de 2009

Agora é oficial STF derruba exigência de diploma de jornalismo

Supremo Tribunal Federal – STF – derrubou, nesta quarta-feira, a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, por oito votos a um, atendendo ao pedido do Sindicato das Empresas Jornalísticas e do Ministério Público Federal.


Tem um ditado pessimista que diz que "não há nada que não possa piorar..." E posso dizer que mesmo buscando sempre uma alternativa na visão positiva da vida , esse ditado contrário, não deixa de ter sua razão.


Hoje por exemplo, eu poderia dormir sem essa: STF põe fim ao diploma de jornalista! Ótimo, o que já não era bom ficou pior... Aquilo que nunca foi reconhecido e nunca teve valor perante o mercado de trabalho acaba de ser reduzido a nada. Não que eu esteja aqui desmerecendo grandes nomes que não tiveram formação acadêmica - não, não é esse meu enfoque - é apenas um triste desabafo de uma jornalista graduada, diga-se de passagem, há 10 anos, que vê num passe de mágica a validade de seu diploma ser desfeita pelo Supremo Tribunal Federal...


É de doer não somente em mim, mas em todos aqueles que como eu lutaram e lutam até hoje por um lugar digno nessa profissão, que em diversos momentos da história vem sendo distorcida. Achismnos como, " basta saber escrever bem, ou ser extrovertido, é só gostar de ler ou você tem um rosto bonito poderia ser jornalista na televisão.... bem e por ai vai.. teorias que dóem aos ouvidos de quem se preparou, pois sabemos que ser jornalista não se resume a algo tão simplista assim!


Dói para quem estudou e gastou, gastou tempo em horas de estudo e dedicação, dinheiro com a mensalidade e mais gastou por muitos anos energia para procurar um trabalho na área com devido reconhecimento.


É com grande tristeza que hoje me deito tendo que engolir goela abaixo o retrocesso que engloba essa decisão do Supremo. É um descaso, um desmerecimento do profissional jornalista. Então sejamos todos agora entendedores de tudo, abaixo aos diplomas, não é mais necessário especificar-se em nada, basta querer exercer e vamos lá.
Vale lembrar, que em hipótese alguma estou desmerecendo as pessoas auto-didatas, ou mesmo aquelas que não possuem curso superior, mas sim que simplemente excluir do mapa uma graduação que já era exigida, isso sim é o que acho um absurdo inadimissível.


Se não precisa de diploma para ser jornalista, então vamos radicalizar: Quem precisa de direito para ser advogado? Basta então falar bem, escrever bem ter facilidade de entendimento e talvez ler alguns livros de doutrina ou frequentar um curso básico de direito?


Estou há um ano estudando pra o TRT já cursei dois semestres de matérias preparatórias de direito e tenho facilidade de entendimento e por isso eu podeira me intitular advogada?


E por falar em direito, segundo aos que votaram a favor da queda do diploma a justificativa estaria na Constituição "a decisão foi em prol da liberdade de expressão" . Colocações absurdas para não dizer outra coisa foram feitas no âmbito da defesa para reduzir a profissão de jornalista, frases como as seguintes pérolas fizeram parte do rol de comparações para tentar se justificar o injustificável: “O jornalismo não depende de verdades científicas ensinadas nas universidades”, afirmou determinado ministro" ou "são bem sucedidas várias proprietárias de jornais, sem possuírem formação superior em jornalismo", dita por uma advogada, de empresas jornalísticas que ansiavam pela queda do diploma.


Perdem os estudantes que estão em curso na faculdade ao terem essa notícia bombástica, que na minha opinião se traduz em "seus diplomas não valerão mais nada daqui apara frente". Perderão em qualidade os leitores, mas é claro que alguém deve ganhar nessa história toda e não preciso nem dizer quem, pois afinal, se assim não o fosse, essa decisão não seria tomada com tanta unanimidade


Desculpem mas não dava para dormir com essa totalmente a seco... tinha que falar, ou melhor tinha que escrever, ainda que ninguém leia , ainda que ninguém concorde... aqui fica meu desabafo e meu desgosto com tanta coisa que vejo de errada nesse Brasil e agora mais essa... sem mais comentários para o momento!


8 de junho de 2009

Pra Refletir


Há Momentos

Clarice Lispector


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. Sonhe com aquilo que você quiser.


Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.


As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram.


Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.


Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.


A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre.




7 de junho de 2009

Jornalismo x sensacionalismo

Todos que visitam meu Blog de cara descobrem minha profissão, já deixei explícito inúmeras vezes que sou jornalista. Mas confesso que muitas vezes me sinto triste com a maneira que essa profissão é exercida no mundo afora.


Logo que começamos a faculdade uma das coisas primordiais que aprendemos é que o jornalismo é um aliado do sensacionalismo: Sensacional, espetacular, aquilo que choca!
Infelizmente desde muito cedo os estudantes de jornalismo logo percebem que aquilo que “choca” o público é o ruim.


Não se sabe ao certo o porque mas notícias sobre tragédias vendem mais do que notícias sobre coisas boas, o “ruim” prevalece nas páginas dos jornais e na televisão.
Ao mudar um canal ou ao virar uma página topamos quer queira, quer não com tragédias sem fim e com a perpetuação delas por dias, semanas e meses a fio. Sem dó nem piedade dos envolvidos a mídia faz seu papel: coloca a venda o sensacional, vidas são expostas, dores não são respeitadas e aqueles que não concordam com isso são obrigados a engolir ou a simplesmente a se tornar alienado por opção, ainda que temporariamente apenas para poder parar de respirar tragédias. Às vezes faço isso por opção me desligo alguns dias (ou pelo menos tento) para me desconectar do trágico.


Em fases revoltas cheguei a fazer isso por meses, mas como não posso virar um eremita, logo forçosamente sou obrigada a voltar para o mundo real.



Morte de famosos, casos de polícia, tragédias em geral e principalmente um grande destaque dentre elas aos acidentes de avião como o mais recente do vôo AF 447 são mastigados nos noticiários constantemente. Se a mídia esmiúça tanto, dá tantos detalhes, por vezes desnecessários principalmente para aqueles que estão sofrendo com a dor da perda. É por que alguém, na verdade um grande número de pessoas, vê, lê e assisti avidamente esse tipo de notícia se assim não o fosse não seria essa a receita do “vender mais no mundo da notícia”.


Perguntas inoportunas, detalhes exaustivos de tragédias avassaladoras se tornaram tão comum que ninguém mais se choca e por isso o avanço na perda dos limites em noticiários e jornais aumenta cada vez mais. José Nello Marques no livro - Perguntar Ofende - Perguntas cretinas que os jornalistas não devem fazer mas fazem! Trás algumas pérolas, situações em que um repórter cumprindo sua “função” perde completamente a noção de humanidade ou podemos dizer do perigo? Talvez de inteligência mesmo...


Marques cita o caso de um avião que caiu em Paris e tornou famoso seu comandante por ter sobrevivido, após semanas internado se recuperando física e emocionalmente ao sair do hospital foi recebido por um repórter com a seguinte indagação: “ O senhor esperava por essa tragédia comandante?”
Bem - não tenho palavras - para definir tamanha sensibilidade e inteligência ou aqui podemos chamar de despreparo?


Não sei, o fato é que o “sensacionalismo” tem dessas!
E mesmo sendo uma profissional do ramo, discordo de muita coisa e principalmente dessa mastigação que se faz de um tema trágico até seu esgotamento total. E temos que engolir a seco ou como eu nos alienarmos temporariamente para não ouvir tanta besteira e não compactuar com a intensificação da tragédia e da dor dos seus envolvidos.


Quisera eu que o conceito de “sensacional” pudesse ser outro, e que tragédias não fossem vistas como algo tão sensacional assim!

2 de junho de 2009

Poliamor - Amando mais que uma pessoa ao mesmo tempo



Símbolo do Movimento Poliamor



Você seria capaz de amar duas ou três, isto é mais que uma pessoa ao mesmo tempo?



Imagine um mundo onde ter mais que um namorado (a) ou companheiro (a) seja literalmente permitido, sem olhares de repulsa ou condenação por parte da sociedade? Onde seja possível ter vários relacionamentos de maneira respeitosa, amando sendo amado e fazendo amor... Com aqueles amorosamente eleitos por seu coração?



Saiba que essa conversa não é algo irreal ou somente obra de uma imaginação criativa. Num universo paralelo ao dos sentimentos de posse, ciúmes e de tantos outros, assim como da tradicional monogamia, isto é uma realidade para os poliamoristas.



Polyamore, em inglês tem seu termo original da - junção de poly (do grego, que significa muitos), e amor (do latim). Resultando em: “Muitos amores”, essa é a definição dessa filosofia, que teve origem há 20 anos nos Estados Unidos. Seu conceito é definido como uma forma natural de "desenvolver diversas relações amorosas com vários parceiros ao mesmo tempo".



A modalidade não se confunde com o termo - relacionamento aberto – pois este está direcionado a liberdade de se manter relações sexuais extra - conjugais com o consentimento do parceiro.



No caso do Poliamor, o buraco é mais em baixo ou em cima, vai saber. Mas o fato é que é bem diferente da relação "aberta", cuja conotação sexual é a base principal, envolvendo transar com quem quiser, desde que não se envolva emocionalmente.



No Poliamor, ocorre justamente o oposto, a idéia é amar e ser amado por várias pessoas, seguindo o impulso natural do ser humano, sem se limitar às convenções sociais da monogamia. Aqui o envolvimento emocional não só é permitido como é um pré - requisito dessa corrente filosófica.



Nesse caso, não se trata de trair ou ter um alvará para ir para cama com quem desejar.

Não, segundo os poliamoristas, não é nada disso! O Poliamor perpassa por uma abertura emocional, que dá margem ao amor conjugal por diversos parceiros diferentes, assim como ocorre nas amizades (lembrando é claro - risos – que amigos não fazem sexo), mas só para ilustrar a questão da quantidade, pois é óbvio que em nossa vida amamos mais que um amigo e o amor por um não exclui o do outro, aqui na amizade isso é considerado absolutamente natural, e é exatamente essa a proposta da filosofia poliamorista. Para eles, é assim que deve ser também no campo do relacionamento amoroso conjugal. Tudo free, sem ciúmes, sem cobranças, sem possessividade, sem máscaras, mediante a franqueza e a verdade, requisito, aliás também necessários para os adeptos.



A filosofia é polêmica, por um lado é dita promíscua pelos mais conservadores é de outro, vista como compreensível, principalmente do ponto de vista da psicologia.

Para a psicóloga Noely Montes Moraes, “a própria biologia e a genética humana, não confirmam a monogamia como padrão dominante nas espécies, incluindo a humana. E apesar de não ser uma realidade bem recebida por grande parte da sociedade ocidental o fato é que o ser humano é capaz de amar mais que uma ao mesmo tempo”.



Os preceitos do Poliamor:



Na versão atualizada do livro "A Cama na Varanda - Arejando nossas Idéias a Respeito de Amor e Sexo", a terapeuta e sexóloga Regina Navarro Lins, afirma que o que é visto hoje, para muitos como inconcebível no futuro pode se tornar natural. E arrisca dizendo: “Antigamente há 50 anos atrás quem conceberia com bons olhos a separação conjugal, principalmente por parte da mulher? E hoje é completamente aceitável”.



Bem modernismo além da conta ou relacionamento do futuro, não se sabe ao certo, mas para os curiosos de plantão, os mandamentos do Poliamor de acordo com a terapeuta Regina:



- A sua filosofia nada mais é do que a aceitação direta e a celebração da realidade da natureza humana (já que não acham a monogamia natural).

- O sexo não é inimigo; os reais inimigos são a traição e a quebra de confiança resultante da tentativa de reprimir o ser natural em um sistema rígido e antinatural.

- Sexo é uma força positiva, se aplicada com honestidade, responsabilidade e verdade.

- O amor é um recurso infinito, e não finito. Ninguém duvida que se possa amar mais de um filho. Isso também se aplica aos amigos - quando se conhece um novo amigo, não é preciso descartar um anterior.

- O ciúme não é inato, inevitável e impossível de superar. Por isso apostam em uma expressão, que não tem tradução em português: compersion (algo como "comprazer"). É um sentimento de contentamento que advém do fato de saber que uma pessoa que se ama é amada por mais alguém.

- Os poliamoristas acreditam em um investimento emocional de longo prazo nos relacionamentos (não em aventuras descompromissadas).

O cantor Belo de 35 anos vai ser vovô

As gafes de Ana Maria só não causam mais estrago graças a um papagaio

Assista a peça 'Chapeuzinho Vermelho' com convites do Bem Paraná


1 de junho de 2009

Frase da Semana

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível."

Mahatma Gandhi

31 de maio de 2009

Para Refletir...


Aniversários - Fazer ou desfazer anos?

Cassios Pinheiro



Rubens Alves na sua imensa sabedoria diz que não deveríamos comemorar aniversário. No primeiro momento relutei em aceitar. Talvez porque acredito que a experiência é melhor que a juventude.


Não falo do tal “espírito jovem” que nós mais velhos acreditamos que faz muito bem viver e aceitar. Mas, é que o tempo nos proporciona maturidade e os anos que passam revelam talvez o caminho da sabedoria. Remédio para a maioria dos males ou a fórmula para uma vida mais “tranqüila”.



O filósofo Alves usa nessa sua trama de idéias a palavra desfazer. “E é assim, usando de forma precisa as palavras, comunico aos meus leitores que ontem, dia 15 de setembro, eu desfiz 75 anos...”


Não é fácil aceitar... Mas, olhando bem fundo ou bem de perto a idéia de Alves acredito que desfiz em outubro 33 anos.



“Todo mundo sabe que, para se anunciar um aniversário, o certo é dizer fiz tantos anos. No meu caso, fiz 75 anos... Mas o verbo fazer sugere algo que aumenta, um crescimento do ser, o artista e o artesão fazem...”



Indo bem além nessa reflexão, acho que lutamos todos os dias por algo que já está ao nosso lado ou na verdade bem na nossa frente. Arranjamos tantas desculpas, tantas contradições que nem percebemos por certo o nosso “tempo presente”. Esse que nos sufoca com sua realidade, com aquilo “que não deu certo”... Essa tal felicidade que tanto perseguimos.



“Mas, que ser aumenta com a passagem do tempo, esse monstro que devora os seus filhos? O que aumenta é o vazio. Esses anos que o aniversariante distraído anuncia como anos que ele fez são, precisamente, os anos que ele desfez, o tempo que já passou, que deixou de ser, os anos que o tempo devorou.”



O tempo realmente é devorador... O tempo é o remédio e também nossa maior angústia como seres humanos. Pois nos indica que “não podemos mais desperdiçar nossas horas”... Precisamos viver o “tempo presente”.



“Por isso acho um equívoco filosófico perguntar a alguém: Quantos anos você tem?. O certo seria perguntar "quantos anos você não tem?. E ela responderia não tenho 42 anos, não tenho 28 anos. Porque esse número de anos indica precisamente os anos que ela não tem mais. Nos aniversários, então, a maneira correta de se dirigir ao aniversariante é perguntando-lhe "quantos anos você está desfazendo hoje?"


"Por isso eu prefiro um ritual diferente, ritual que é uma invocação. Eu acendo uma vela pedindo aos deuses que me dêem muitos anos a mais de vida, esses anos que se seguirão, que são o único tempo que realmente possuo... Assim fiz, acendi uma vela, meus amigos à minha volta. Que coisa boa é ter amigos, especialmente quando o crepúsculo e a noite se anunciam!”


Alves tem razão... Coisa boa é ter amigos. Não só Alves, mas também meu querido e velho poeta, Vinicius.



“E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências… A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.”


Coisa boa é ainda ter tempo para compartilhar as horas, os dias, os meses, os anos que ainda nos restam, com nossos amigos ou quem quer que seja... Pois realmente é só o que temos, é acima de tudo o mais importante. Por isso se você “fez ou desfez os anos de seu aniversário”, o que mais desejo é que ainda possa viver muito e que além de tudo não perca tempo... e seja muito feliz!


16 de maio de 2009

O Pastor Amoroso




Fernando Pessoa
Com o heterônimo de Alberto Caeiro



O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.


Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo. Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela. Todo eu sou qualquer força que me abandona. Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.


Passei toda a noite, sem saber dormir, vendo sem espaço a figura dela E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela. Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala, E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança. Amar é pensar. E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela. Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela. Tenho uma grande distracção animada. Quando desejo encontrá-la, Quase que prefiro não a encontrar, Para não ter que a deixar depois.


E prefiro pensar dela, porque dela como é tenho qualquer medo. Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só pensar ela. Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

13 de maio de 2009

Aqui e Agora



Demora um tempo na vida para percebemos a preciosidade e unicidade dos momentos que a compõe. O utópico ideal da felicidade eterna e constante nos distancia do verdadeiro sabor da felicidade real : a dos pequenos momentos.


Estamos sempre lá na frente, no dia de amanhã, no compromisso da semana que vem, do mês que vem e o que será do próximo ano?

Mas lanço uma pergunta, tem alguém aqui? Tem alguém aqui e agora?


Talvez entre tantos, seja esse um dos maiores desafios da vida humana, estar presente aqui e agora. Apenas aqui e apenas agora, inteiramente, sentindo de fato as sensações proporcionadas por cada momento e principalmente dos momentos de prazer, amor, festa, alegria – sim isso é felicidade.


Um gesto amigo, ou vários... Aquela mão estendida quando você mais necessita e acha que ninguém vai notar... Aquele abraço inesperado, um beijo ou vários... Demonstrações de afeto, cuidado compreensão e carinho.


Gargalhadas, piadas, seu doce preferido na boca ou sua cerveja gelada naquele momento crucial... Pé na areia, banho de mar, raio de sol. Presença de mãe ou lembrança dela na sua vida... Seu sobrinho, seu filho, seu pai, pessoas encantadoras cheia de defeitos e qualidades, mas que preenchem sua vida e a tornam radiante e as vezes você nem percebe...


Hoje em dia me sinto rica, pois com certa maturidade consigo saborear cada um dos momentos e perceber sua preciosidade e unicidade. Perceber seu encanto especial e que aquilo será somente ali, daquela vez... por isso hoje estou presente, não mais ligada no piloto automático! E não recomendo que ninguém viva fora do momento atual, não recomendo isso nem para um inimigo, apesar de não tê-los. Caso tivesse nem a eles desejaria a ausência dos momentos, por que quando estamos ausente do momento presente, por vezes pequenos, porém preciosos a vida passa mais rápido e nem conseguimos enxergar na nossa história , onde de fato estávamos felizes... E assim pode se perder uma vida inteira esperando... por aquilo que ja teve em nem percebeu!


Mas quando estamos de fato acordados para o agora , estando presente aqui e agora, cada coisa tem um valioso e inesquecível sabor e ai nos sentimos ricos e privilegiados, com tanta beleza e graça a nossa disposição, com tanta alegria e com tantos pequenos detalhes que nos fazem sentir especiais e realmente felizes!

11 de maio de 2009

Frase da Semana



"Felicidade é como dieta. Todo mundo sabe o que tem de fazer para conseguir seu objetivo, mas a maioria não põe em em prática esse conhecimento"


Roberto Shinyashiki