
Chega uma hora na vida em que percebemos que não estamos aqui somente para brincar e que ser adulto requer muito esforço, que isso envolve amadurecimento e que é necessário lançar esse olhar de maturidade em tudo que vemos e fazemos. Só não é possível um total controle sobre os sentimentos, aliás, não é nem possível explicá-los na maioria das vezes , mas não podemos nos perder. Ou talvez perder-se seja necessário para a alegria do encontro.
A maioria das pessoas passa a vida desejando encontrar alguém que as faça feliz quando na realidade, já está diante dessa pessoa há muito tempo: você mesma.
Há coisas que ninguém pode fazer por nós, há momentos que ninguém pode nos compreender – nem o mais amoroso e bem intencionado amigo (a), ou namorado (a).
Amamos as pessoas ao nosso redor, somos carinhosos, compreensivos em toda nossa possibilidade – mas esse olhar cuidadoso – não se estende a nós mesmos. E buscamos no outro. Uma inversão de papéis, pois o movimento é de dentro para fora e por mais absurdo que pareça , e é mesmo! Está tudo aqui... tudo dentro de si mesmo!
Basta procurarmos com empenho, não quer dizer que será fácil, muito pelo contrário, mas tenhamos o mesmo empenho de uma criança entusiasmada em dar os primeiros passos. Que se dá conta de suas limitações e as enfrenta.
Que pede ajuda de quem ama, a recebe, mas que percebe que aquilo tudo só depende dela mesma, e que haverá momentos em que dará passos solitários e haverão tombos, talvez marcas... mas ainda assim ela não desiste de tentar. E num momento em que todos estão distraídos com toda loucura diária – ela surpreende – e dá seus primeiros passos firmes, sozinha e vitoriosa.